O que é Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação?

Os desafios para se ter uma educação inclusiva são enormes. Um exemplo disso é o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na educação.

Isso acontece por despreparo das salas de aula em acolher esse aluno especial em suas atividades regulares, indo além da estrutura, chegando a falta de preparo dos professores sobre o autismo e suas manifestações.

E isso é um ponto importante, pois a sala de aula será um momento delicado na vida de uma criança com autismo. Dependendo das experiências adquiridas essa criança pode ter seu desenvolvimento físico, cognitivo e social prejudicados.

Então, o presente artigo propõe discutir um pouco sobre esse assunto, essa relação dos portadores do TEA com a Educação.

Sobre o Autismo

De acordo com os estudos recentes o termo Autista não é mais empregado, mas sim, Transtorno do Espectro Autista (TEA), pois, devido aos avanços sobre o tema, descobriu-se que dentro do transtorno existem várias maneiras dele se manifestar. Por ter essa variação e graus, deu-se essa classificação de espectro.

O autismo é um transtorno que provoca atraso no desenvolvimento infantil, ou seja, neurológico-comportamental e sua origem é genética. O autismo afeta em fatores vitais na vida da criança, sendo elas a socialização, a comunicação e a imaginação.

Sua manifestação acontece antes dos três anos de idade e perpetuará por toda a vida.

Os critérios básicos que se deve ter atenção e que são indicadores definidores de uma criança portadora de autismo são as perdas significativas de linguagem expressiva e receptiva, que afeta seu social. Ela tem muita dificuldade de se relacionar com as outras pessoas, seja ela da mesma faixa etária ou não. Há também dificuldade de entender ideias abstratas, imaginativas, assim como atraso em destrezas motoras.

Por isso, quanto mais cedo o diagnóstico acontecer melhor poderá ser o resultado do tratamento.

Os tratamentos consistem em aprimorar o desenvolvimento da criança, conforme o grau de necessidade.

Para te ajudar a entender melhor o conceito do Transtorno do Espectro Autista (TEA) listamos algumas dessas manifestações:

Traços autistas:

São as pessoas que têm traços leves do autismo. Não chegam a ter um diagnóstico, pois são difíceis de serem detectados ou definidos, somente com ajuda de profissionais capacitados. Porém, mesmo que leves, essas pessoas sofrem em alguns parâmetros da vida, principalmente nas interações sociais e possuem dificuldade de interpretação do meio.

Síndrome de Asperge:

É um tipo considerado “leve”, já que não há atraso na fala até os três anos de idade. Possuem uma inteligência acima da média e não há nenhum tipo de retardo mental (déficits cognitivos), porém percebe-se prejuízos na interação social e possuem dificuldade de entender o que o outro está sentindo.

Autismo de alto funcionamento:

Parece com o Asperge, mas há o atraso na aquisição da fala. E são pessoas que possuem um talento específico e quando se voltam a executar o que fazem bem, o fazem com uma performance inigualável.

Autismo Clássico:

Esses são os mais conhecidos. Tem como características o retardo mental, dificuldade extrema de comunicação e contato visual. Possuem muita dificuldade de socialização e são dependentes de terceiros. É nesse grupo que associam os movimentos estereotipados, como balançar o corpo e etc.

Os desafios do Transtorno do Espectro Autista na Educação

Sabendo agora dos grandes desafios intrínsecos ao portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), imagine essa criança sendo colocada em um ambiente hostil, desconhecido e sem preparo para atender suas necessidades.

A criança autista é muitas vezes confundida como malcomportada e sem limite. Mas, na verdade, ela tem dificuldades de se comunicar, de seguir regras sociais e de se adaptar ao novo meio. Afinal, ela tem seu próprio modo de compreender o mundo e, principalmente, de se sentir segura, que são a previsibilidade e a rotina fixa.

Se faz necessário que o educador esteja preparado para identificar essas sutilezas de comportamento. Até porque, segundo estudos, quando uma criança autista não apresenta resposta a algum estímulo é mais pelo fato dela não ter compreendido o que é exigido fazer, o que esperam dela, do que por falta de interesse.

O docente deve ser paciente e observar, perceber como ele reage aos incentivos apresentados. Entregar com entusiasmo, aproximando-se devagar, com objetivos muito claros e diretos.

Haverá momentos em que o apoio e ajuda da família da criança seja importante. Porque a criação desse laço facilitará a vida do professor, afinal, as ideias para aprimoramento vão surgindo conforme o tempo for passando e as preferências do aluno tornam-se mais evidentes.

O papel do professor na educação de uma criança autista

Os professores bem sabem que ao incluir uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação em sala de aula traz consigo desafios diários. E o momento de adaptação é o mais complicado, pois exigirá observação e implementação de atividades graduais. E o aluno será arrisco e resistente no começo, como sua natureza assim o pede. Não é nada pessoal. Cabe ao educador saber separar isso e superar todos esses entraves.

Nesse caso, vale a pena que os educadores invistam em cursos de especialização para entender com profundidade como anda o meio acadêmico em relação ao tema e o que indicam para ser implementado em sala de aula. Afinal, o papel do professor nesse momento da vida da criança é primordial. E quanto mais conhecimento sobre o tema o professor tiver menor será a margem de deduções equivocas. E com isso, evita-se o desgaste entre professor-aluno.

A exigência será enorme, bem sabemos. Mas a arte de educar é para os corajosos e para os que desejam ver o mundo melhor. E nada pode satisfazer mais um professor do que perceber que por sua mão, um aluno com talentos não convencionais, pôde se desenvolver e se tornar um adulto capaz de feitos incríveis.

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